3/28/26

Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação

A questão habitacional: o periodo da crise no séc. XXI Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação Este encontro pretende “fazer um balanço crítico das políticas públicas e da produção científica no domínio da habitação em Portugal. Simultaneamente, pretende-se alargar o debate às respostas necessárias para enfrentar os desafios atuais, num contexto marcado por crescente pressão sobre o acesso à habitação.” Variados são os autores que identificam a habitação como um elemento basilar de proteção e construção do ser. Em portugal, a tipologia corresponde a 90% do edificado nacional1 (80% do solo urbanizado2); e M. C. Teixeira3, N. Portas4, N. Teotónio Pereira5 tornam possível definir cinco períodos na história da habitação moderna: a industrialização do séc. XIX, e o surgimento de formas de habitação precárias; a instauração da República (1910) e o reconhecimento incontornável do problema habitacional; o Estado Novo (1933-1974) as “casas económicas” e a promoção da propriedade; a transição democrática pós-74 e o investimento em habitação pública; e a adesão à CEE (1989) até à atualidade, destacando a crise do séc.XXI. Na presente comunicação temos por objetivo compreender o quinto período, desde a ótica da disciplina da arquitetura e com uma subdivisão em três subperíodos: 1989 à crise de 2008, à ligeira queda dos juros em 2015, á atual gentrificação e continua especulação. Para tal optaremos por usar uma metodologia híbrida, que pondera entre outros parametos, a análise estatística (INE, Eurostat) em que se destaca um decréscimo na construção de habitação: de 1.620.106 edifícios durante 2º e 3º período para 1.138.816 no 4º e 110.784 no 5º 6 Segundamente procura-se identificar a essência da crise contemporânea que assume novos indicadores de pobreza energética (36.1%)7 de sobreocupação (11.2%)8 e um aumento da população sem-abrigo (1017 beneficiários na AMI, em 2002 para 9403 pessoas sem teto em 2024 9) que redefinem o conceito de carência. Paralelamente iremos analisar a rede complexa de respostas arquitetónicas que podem ser concebidas como aluguéis, coabitação, créditos, utilizando representação gráfica de diagramas e análise crítica. (Neste conspecto, veja-se nosso anterior abstract submetido ao colóquio ijup) sendo que para o âmbito do presente encontro procederemos não só a um enquadramento geral similar, mas avançaremos já para o aprofundamento da análise no mais recente subperíodo pós-crise económica. Referencias 1 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2021). Censos 2021: Resultados Definitivos - Parque Habitacional. 2 Direção-Geral do Território [DGT]. (2022). Relatório do Estado do Ordenamento do Território (REOT). 3 Teixeira, M. C. (1992). Estratégias habitacionais em Portugal. Análise Social, 27(115), 65-89. 4 Portas, N. (Coord.). (2013). Habitação para o maior número: Os anos 1950-1980. Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana [IHRU]. 5 Pereira, N. T. (s.d.). Cem anos chegarão para acabar com os bairros de lata? Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. 6 Instituto Nacional de Estatística [INE] & Laboratório Nacional de Engenharia Civil [LNEC]. (2024). O parque habitacional: Análise e evolução 2011-2021 (Estudo Estatístico). Lisboa. 7 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2025). ICOR2024 – Habitação: Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) 2024 [Relatório Estatístico]. Lisboa: INE. 8 Eurostat. (2025). Estatísticas da habitação: Publicações interativas – Habitação 2025. Comissão europeia. Consultado em [26.02.2026]. 9 Instituto da Segurança Social [ISS]. (2024). Dados de monitorização da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA). ISS, I.P

3/26/26

IJUP 2026 , Architecture

IJUP PROGRAM May, 06th, 2026 - 08:30 > 10:30 PARALLEL ORAL SESSIONS I - A4 - Architecture I 10:30 > 11:00 Coffe Break 11:00 > 13:00 PARALLEL ORAL SESSIONS II A3 - Architecture II

rom com club, set list para apresentação a 29 de março de 2026

rom com club Ensaio Geral a 29 Março 2026 pelas 10h e apresentação pas 13h, no G I U C, na Rua de Coimbra 15, 3090-404, Portugal - set list - Intro - Saudação ao público por guitarrista, apresentando projecto de música improvisada e não covers, Agradecimento á organização peo convite, e anuncio da presente apresentação integrar 3 versões de faixas de compositores x, y, z 1a - versão do tema ''live to tell'' composto por x, com duração aproximada de 4 minutos + 1b - primeiro momento de improvisação, em ambiente caracterizado por rufares calmos, com integração de versão do ''first noell'' no meio, tudo com duração aproximada de 2 minutos 2a - versão do tema ''goldfinger'' composto por y, com duração aproximada de 4 minutos + 2b - segundo momento de improvisação, em ambiente caracterizao por acentuações em notas soltas e silêncios prolongados, com integração de versão de ''santa claus'' no meio, tudo com duração aproximada de 2 minutos 3a - versão do tema ''turn turn turn'' composto por z, com duração aproximada de 4 minutos + 3b - terceiro momento de improvisação, em ambiente caracterizado por feedbacks e ruídos, tudo com duração aproximada de 2 minutos

''Sergio Fernandez (1937-2026)'', IN https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303

in https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303 ''Sergio Fernandez nasceu no Porto em 1937. Formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), onde, ainda estudante, participou em 1959 no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, em Otterlo, experiência que evidencia, desde muito cedo, sobre a necessidade de presença, ainda que discreta, nos focos de debate arquitetónico global. Após concluir a sua formação, iniciou uma longa e marcante carreira académica, lecionando primeiro na ESBAP e, posteriormente, na FAUP. Fez parte dos Conselhos Diretivos e Pedagógicos do Curso de Arquitetura da ESBAP entre 1976 e 1983, assumindo mais tarde o cargo de Vice-Presidente do Conselho Diretivo (1988-1994) e dirigindo o Centro de Estudos da Faculdade de Arquitetura entre 1990 e 1997. Desde 1987, foi membro efetivo do Conselho Científico da FAUP, onde viria a jubilar-se, em novembro de 2006, como Professor Agregado. A sua atividade como docente inclui a passagem por inúmeras escolas de arquitetura, desde os Países Baixos até ao Panamá. Ainda enquanto colaborador de Viana de Lima, Sergio Fernandez, no contexto do seu concurso para a obtenção do diploma de arquiteto, parte, em 1963, para Rio de Onor, no intuito de estudar as condições de habitação rural da comunidade. Essa experiência revelou-se determinante na sua formação, contribuindo para uma compreensão alargada das relações entre arquitetura, território e comunidade. A partir de 1965, inicia um percurso de projeto, na maior parte das vezes desenvolvido na pluralidade da coautoria. O primeiro exemplo é o bloco do Bairro da Pasteleira, com o arquiteto Pedro Ramalho. Os vários trabalhos espelham a capacidade de debater e ouvir o outro, mas não deixam de revelar uma coerência que decorre de um sentido de estar em comunidade e de equacionar os espaços que a fomentam, sempre numa atmosfera quente e acolhedora. A construção da sua própria casa de férias, em 1971, em Caminha, é o mais belo manifesto dos seus princípios e da sua forma de estar. Nos tempos quentes da Revolução, participa no processo SAAL, como arquiteto do Bairro do Leal. Como o próprio reconhece, a experiência de Rio de Onor, entre a articulação e o modo como o espaço da família e o espaço da comunidade se complementam, constitui o tema central do projeto, ao qual retorna ao longo do seu percurso, independentemente do contexto social em que intervém. Disso são exemplo o projeto para o Complexo Turístico de Moledo, em 1980, ou, vinte anos depois, o Bloco Residencial em Viana do Castelo, com Alexandre Alves Costa, com quem, a partir dos anos 70, funda o Atelier 15, passando desde então a partilhar a autoria de uma vasta obra, projetada e construída. Deste conjunto, destacam-se os projetos de reabilitação do histórico Cinema Batalha, no Porto, do Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, do núcleo histórico de Idanha-a-Velha, da requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, da reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva e da requalificação da Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto. Estes projetos integram uma série de mais de uma centena de trabalhos que fazem parte da doação, em 2022, à Fundação Marques da Silva dos respetivos arquivos profissionais, individuais e em coautoria. Em 1985, publica o livro ‘Percurso da Arquitectura Portuguesa 1930-1974’, desenvolvido no âmbito das provas de habilitação para o título de professor agregado do curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, obra que marcou de forma incontornável a “história da história” da arquitetura portuguesa do século XX. Compreender, questionar ou, tão só e principalmente, alimentar a curiosidade de partir à descoberta constituem dimensões fundamentais na forma de ensinar de Sergio Fernandez, cuja recorrência ao plural sempre sublinhou a valorização do coletivo em detrimento de uma postura centrada no indivíduo. Altruísta, assertivo e incansável nas viagens com os alunos, cultivou uma relação pedagógica próxima, marcada pela partilha, pela exigência e pelo entusiasmo pelo conhecimento. Sergio Fernandez deixa um legado assente numa expressão de caráter, de valores e de uma ética de vida e de intervenção, que se traduz numa marca indelével junto de estudantes, colegas e, sobretudo, enquanto cidadãos, cuja relevância importa preservar.'' in https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303

3/22/26

actuação por rom com club

actuação de rom com club, dia 2 de março de 2026 pelas 13h, no giuc, de caceira-figueira da foz https://www.instagram.com/rockdevilspt/p/DWKkFQ_CHc_/