4/10/26

João Rapagão

Aula aberta da UC Teoria 1 | MIArq 'Arquiteturas para o Porto: Habitações e equipamentos coletivos entre 1960-2010' com João Rapagão 10 de abril de 2026, terça-feira, 16h30, Auditório Fernando Távora João Paulo Rapagão nasce em Lisboa em 1963. Termina o programa de doutoramento Arquitectura Moderna y Restauración na Escola Técnica Superior de Arquitectura da Universidade de Valladolid em 1992. Desenvolve actualmente a dissertação para Doutoramento em Arquitectura. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1988, é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada, desde 1997, e do Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho, de 2002 a 2008, e, de 2022 até à presente data. É bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian. Preside ao Conselho Directivo Regional do Norte da Associação dos Arquitectos Portugueses e da Ordem dos Arquitectos no triénio 1996|1998. Integra a Comissão Municipal de Defesa do Património da Câmara Municipal do Porto entre 1993 e 1998. Integra o Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto entre 2000 e 2002. Integra júris em concursos públicos e prémios de arquitectura internacionais, nacionais e regionais. Intervém como orador em diversos congressos e encontros, especialmente nos temas do Património e do Exercício da Profissão. Seleccionado para diversas exposições em Milano, Lisboa, Frankfurt, Dessau, Salamanca, Aveiro, Coimbra e Porto. Exerce arquitectura desde 1988, especialmente em estudos e projectos de monumentos nacionais e equipamentos colectivos. É autor de ensaios monográficos em Ricardo Vieira de Melo – Habitar (2004), em Living in Porto - Floret Arquitectura (2020) e em Edifício Sede Polopiqué (2021). É autor e editor científico do Mapa de Arquitectura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (2008), do Guia de Arquitectura do Porto 1942|2017 (2018) e do X!? Ten Years OODA | Dez Anos OODA, 2010|2020, editado pela Actar Publishers em Barcelona e New York (2021). É Comissário, com Inês Moreira, do Open House Porto (2018), organizado pela Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura. É Curador do Atlas de Arquitectura Contemporâneo para o Turismo de Portugal + Casa da Arquitectura (2022). É autor da Museografia da Exposição A Urgência da Cidade – O Porto e Cem Anos de Fernando Távora, promovido pela Câmara Municipal do Porto (2023). É Curador de ManifestHabitação - Mostra + Livro + Conferências + Workshops - que celebra o Habitar em Matosinhos, 50 Anos depois do 25 de Abril e 30 Anos depois do Programa Especial de Realojamento, promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos e MatosinhosHabit, Empresa Municipal (2023). Unidade curricular - Teoria 1 | MIARQ Docentes - Gonçalo Furtado (regente), Cristina Silva, Pedro Flores Entrada livre. Programa sujeito a alterações (sem aviso prévio). Este evento é passível de ser registado e divulgado pela FAUP através de fotografia e vídeo. A FAUP não emite declarações de presença ou assistência online do evento.''

4/5/26

DFL

Laboratório de Fabricação Digital Coordenador - José Pedro Ovelheiro Marques de Sousa Links - https://dfl.arq.up.pt Investigadores Membros Integrados - Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes - José Maria da Silva Lopes - José Pedro Ovelheiro Marques de Sousa - João Pedro Sampaio Xavier - Maria Clara de Carvalho Pimenta do Vale - Marina Ferreira Borges - Pedro Augusto de Azambuja Varela - Rui Humberto Costa de Fernandes Póvoas Colaboradores - Adrian Andrzej Krezlik - Igor Lacroix - Marco André da Silva Rosa - Nicola D'Addario - Orkan Zeynel Güzelci - Pedro Filipe Martins Carvalho - Pedro José Antunes Santiago

IJUP NUMBERS

IJUP NUMBERS ''18 Editions, 12722 Participants, 8601 Works Presented'' VD SIT

4/3/26

www.p55.art

https://www.p55.art/collections/goncalo-furtado

4/1/26

bertolt brecht - aos que virão a nascer

bertolt brecht - aos que virão a nascer     I   Éverdade, vivo em tempo de trevas! É insensata toda a palavra ingénua. Uma testa lisa Revela insensibilidade. Os que riem Riem porque ainda não receberam A terrível notícia.   Que tempos são estes, em que Uma conversa sobre árvores é quase um crime Porque traz em si um silêncio sobre tanta monstruosidade? Aquele ali, tranquilo a atravessar a rua, Não estará já disponível para os amigos Em apuros?   É verdade: ainda ganho o meu sustento. Mas acreditem: é puro acaso. Nada Do que eu faço me dá o direito de comer bem. Por acaso fui poupado (Quando a sorte me faltar, estou perdido.)   Dizem-me: Come e bebe! Agradece por teres o que tens! Mas como posso eu comer e beber quando Roubo ao faminto o que como e O meu copo de água falta a quem morre de sede? E apesar disso eu como e bebo.   Também eu gostava de ter sabedoria. Nos velhos livros está escrito o que é ser sábio: Retirar-se das querelas do mundo e passar Este breve tempo sem medo. E também viver sem violência Pagar o mal com o bem Não realizar os desejos, mas esquecê-los. Ser sábio é isto. E eu nada disso sei fazer! É verdade, vivo em tempo de trevas!     II   Cheguei às cidades nos tempos da desordem Quando aí grassava a fome Vim viver com os homens nos tempos da revolta E com eles me revoltei. E assim passou o tempo Que na terra me foi dado.   Comi o meu pão entre as batalhas Deitei-me a dormir entre os assassinos Dei-me ao amor sem cuidados E olhei a natureza sem paciência. E assim passou o tempo Que na terra me foi dado.   No meu tempo as ruas iam dar ao pântano. A língua traiu-me ao carniceiro. Pouco podia fazer. Mas os senhores do mundo Sem mim estavam mais seguros, esperava eu. E assim passou o tempo Que na terra me foi dado.   As forças eram poucas. A meta Estava muito longe Claramente visível, mas nem por isso Ao meu alcance. E assim passou o tempo Que na terra me foi dado.     III   Vós, que surgireis do dilúvio Em que nós nos afundámos Quando falardes das nossas fraquezas Lembrai-vos Também do tempo de trevas A que escapastes.   Pois nós, mudando mais vezes de país que de sapatos, atravessámos As guerras de classes, desesperados Ao ver só injustiça e não revolta.   E afinal sabemos: Também o ódio contra a baixeza Desfigura as feições. Também a cólera contra a injustiça Torna a voz rouca. Ah, nós Que queríamos desbravar o terreno para a amabilidade Não soubemos afinal ser amáveis.   Mas vós, quando chegar a hora De o homem ajudar o homem Lembrai-vos de nós Com indulgência.

ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S)

ABSTRACT AO CONGRESS ARQUITECTONICS 2026 - PAINEL - MEMORIA EN LA ENSENANSA DE LA ARQUITECTURA ------ ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S) Gonçalo Furtado, PHD (FAUP) ABSTRACT PROPOSTO O desenvolvimento da arquitectura em Portugal proveio sobretudo da acção de protagonistas ancorados aos principais centros urbanos do país. O presente texto foca a cidade, a arquitectura e escola do Porto, e a crucialidade ao longo de quatro décadas de carreira do portuense modernista Marques da Silva e do moderno Viana de Lima, concluindo com breve referência ao par de Pritzkers pósmodernistas portugueses Siza e Souto de Moura. Baseia-se numa sequência de apontamentos com propósito diverso desde 2019: os primeiros para artigo focado na relação entre o desenvolvimento urbano do Porto, a escola de belas artes e desenho dos seus arquitectos (em 2019 e depois parcialmente incluídos em submissão à revista Vitruvius); os segundos aprofundando detalhes (apresentados em 2023 em Masterclass proferida na Universidade de Lusíada de Lisboa; e os terceiros para a palestra “Oporto in history and buildings by Marques da Silva” que em Janeiro de 2024 proferi no atelier “Nomad” (envolvendo participantes da FBAUP e de Universidade Belga) na Fundação Instituto Marques da Silva. (Tece-se aqui um agradecimento à arquivista da FIMS que gentilmente recolheu a seleção de imagens solicitada para acompanhar esse evento). Como enquadramento geral prévio interessaria atender a alguns aspectos históricos, no concernente ao país (Portugal), ou mais especificamente à cidade do Porto e seu desenvolvimento urbano. Neste conspecto, relativamente ao segundo aspecto, remete-se o leitor para par de artigos coautorados com Ricardo Martins, publicados na revista “Arte capital”; e que respectivamente providenciam uma “Compreensão da cidade do Porto até ao século XX” [1] e do “Antecedente cultural do Porto na transição para o século XXI”.[2] [1] https://www.artecapital.net/arq_des-175-compreensao-da-cidade-do-porto-ate-ao-seculo-xx [2] https://www.artecapital.net/arq_des-174-o-antecedente-cultural-do-porto-na-transicao-para-o-seculo-xxi