GONÇALO FURTADO . BLOG
writings on architecture, design and cultural studies (incl. oporto school, portuguese architecture, critical project, drawings and photografphy, cedric price, gordon pask, and other stuff...)
4/1/26
ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S)
ABSTRACT AO
CONGRESS ARQUITECTONICS 2026 -
PAINEL - MEMORIA EN LA ENSENANSA DE LA ARQUITECTURA
------
ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S)
Gonçalo Furtado, PHD (FAUP)
ABSTRACT PROPOSTO
O desenvolvimento da arquitectura em Portugal proveio sobretudo da acção de protagonistas ancorados aos principais centros urbanos do país. O presente texto foca a cidade, a arquitectura e escola do Porto, e a crucialidade ao longo de quatro décadas de carreira do portuense modernista Marques da Silva e do moderno Viana de Lima, concluindo com breve referência ao par de Pritzkers pósmodernistas portugueses Siza e Souto de Moura. Baseia-se numa sequência de apontamentos com propósito diverso desde 2019: os primeiros para artigo focado na relação entre o desenvolvimento urbano do Porto, a escola de belas artes e desenho dos seus arquitectos (em 2019 e depois parcialmente incluídos em submissão à revista Vitruvius); os segundos aprofundando detalhes (apresentados em 2023 em Masterclass proferida na Universidade de Lusíada de Lisboa; e os terceiros para a palestra “Oporto in history and buildings by Marques da Silva” que em Janeiro de 2024 proferi no atelier “Nomad” (envolvendo participantes da FBAUP e de Universidade Belga) na Fundação Instituto Marques da Silva. (Tece-se aqui um agradecimento à arquivista da FIMS que gentilmente recolheu a seleção de imagens solicitada para acompanhar esse evento).
Como enquadramento geral prévio interessaria atender a alguns aspectos históricos, no concernente ao país (Portugal), ou mais especificamente à cidade do Porto e seu desenvolvimento urbano. Neste conspecto, relativamente ao segundo aspecto, remete-se o leitor para par de artigos coautorados com Ricardo Martins, publicados na revista “Arte capital”; e que respectivamente providenciam uma “Compreensão da cidade do Porto até ao século XX” [1] e do “Antecedente cultural do Porto na transição para o século XXI”.[2]
[1] https://www.artecapital.net/arq_des-175-compreensao-da-cidade-do-porto-ate-ao-seculo-xx
[2] https://www.artecapital.net/arq_des-174-o-antecedente-cultural-do-porto-na-transicao-para-o-seculo-xxi
3/30/26
JOÃO ALMEIDA E SILVA,''HABITAR PORTUGAL 1974-2024: O DIFÍCIL MAPA DA DEMOCRACIA'' , in https://www.artecapital.net/arq_des, março 202
JOÃO ALMEIDA E SILVA,''HABITAR PORTUGAL 1974-2024: O DIFÍCIL MAPA DA DEMOCRACIA''
, in https://www.artecapital.net/arq_des, março 2026
''A exposição Habitar Portugal 1974-2024 parte de uma dificuldade rara: mostrar cinquenta anos de arquitectura em democracia sem os comprimir numa narrativa simplificada. Condensar, em 100 edifícios projectados entre 1974 e 2024, um retrato legível da arquitectura portuguesa produzida no continente, nas ilhas e no estrangeiro é, à partida, uma operação arriscada. A curadoria de Alexandra Saraiva, Célia Gomes e Rui Leão — com a participação de Gonçalo Furtado na definição do primeiro período, centrado em grande medida no último quartel do século XX — não tenta disfarçar esse risco. Assume-o. E é justamente dessa recusa da síntese fácil que a mostra retira uma parte decisiva da sua força.''
3/28/26
Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação
A questão habitacional: o periodo da crise no séc. XXI
Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação
Este encontro pretende “fazer um balanço crítico das políticas públicas e da produção científica no domínio da habitação em Portugal. Simultaneamente, pretende-se alargar o debate às respostas necessárias para enfrentar os desafios atuais, num contexto marcado por crescente pressão sobre o acesso à habitação.”
Variados são os autores que identificam a habitação como um elemento basilar de
proteção e construção do ser. Em portugal, a tipologia corresponde a 90% do edificado nacional1 (80% do solo urbanizado2); e M. C. Teixeira3, N. Portas4, N. Teotónio Pereira5 tornam possível definir cinco períodos na história da habitação moderna: a industrialização do séc. XIX, e o surgimento de formas de habitação precárias; a instauração da República (1910) e o reconhecimento incontornável do problema habitacional; o Estado Novo (1933-1974) as “casas económicas” e a promoção da propriedade; a transição democrática pós-74 e o investimento em habitação pública; e a adesão à CEE (1989) até à atualidade, destacando a crise do séc.XXI.
Na presente comunicação temos por objetivo compreender o quinto período, desde a ótica da disciplina da arquitetura e com uma subdivisão em três subperíodos: 1989 à crise de 2008, à ligeira queda dos juros em 2015, á atual gentrificação e continua especulação. Para tal optaremos por usar uma
metodologia híbrida, que pondera entre outros parametos, a análise estatística (INE, Eurostat) em que se destaca um decréscimo na construção
de habitação: de 1.620.106 edifícios durante 2º e 3º período para 1.138.816 no 4º e 110.784 no 5º 6
Segundamente procura-se identificar a essência da crise contemporânea que assume novos indicadores de pobreza energética (36.1%)7 de sobreocupação (11.2%)8 e um aumento da população
sem-abrigo (1017 beneficiários na AMI, em 2002 para 9403 pessoas sem teto em 2024 9) que redefinem o conceito de carência. Paralelamente iremos analisar a rede complexa de respostas arquitetónicas que podem ser concebidas como aluguéis, coabitação, créditos, utilizando representação gráfica de diagramas e análise crítica. (Neste conspecto, veja-se nosso anterior abstract submetido ao colóquio ijup) sendo que para o âmbito do presente encontro procederemos não só a um enquadramento geral similar, mas avançaremos já para o aprofundamento da análise no mais recente subperíodo pós-crise económica.
Referencias
1 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2021). Censos 2021: Resultados Definitivos - Parque Habitacional.
2 Direção-Geral do Território [DGT]. (2022). Relatório do Estado do Ordenamento do Território (REOT).
3 Teixeira, M. C. (1992). Estratégias habitacionais em Portugal. Análise Social, 27(115), 65-89.
4 Portas, N. (Coord.). (2013). Habitação para o maior número: Os anos 1950-1980. Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana [IHRU].
5 Pereira, N. T. (s.d.). Cem anos chegarão para acabar com os bairros de lata? Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
6 Instituto Nacional de Estatística [INE] & Laboratório Nacional de Engenharia Civil [LNEC]. (2024). O parque habitacional: Análise e evolução 2011-2021 (Estudo Estatístico). Lisboa.
7 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2025). ICOR2024 – Habitação: Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) 2024 [Relatório Estatístico]. Lisboa: INE.
8 Eurostat. (2025). Estatísticas da habitação: Publicações interativas – Habitação 2025. Comissão europeia. Consultado em [26.02.2026].
9 Instituto da Segurança Social [ISS]. (2024). Dados de monitorização da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA). ISS, I.P
3/26/26
IJUP 2026 , Architecture
IJUP
PROGRAM May, 06th, 2026 -
08:30 > 10:30 PARALLEL ORAL SESSIONS I - A4 - Architecture I
10:30 > 11:00 Coffe Break
11:00 > 13:00 PARALLEL ORAL SESSIONS II A3 - Architecture II
Subscribe to:
Comments (Atom)



