writings on architecture, design and cultural studies (incl. oporto school, portuguese architecture, critical project, drawings and photografphy, cedric price, gordon pask, and other stuff...)
4/5/26
DFL
Laboratório de Fabricação Digital
Coordenador
- José Pedro Ovelheiro Marques de Sousa
Links
- https://dfl.arq.up.pt
Investigadores
Membros Integrados
- Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes
- José Maria da Silva Lopes
- José Pedro Ovelheiro Marques de Sousa
- João Pedro Sampaio Xavier
- Maria Clara de Carvalho Pimenta do Vale
- Marina Ferreira Borges
- Pedro Augusto de Azambuja Varela
- Rui Humberto Costa de Fernandes Póvoas
Colaboradores
- Adrian Andrzej Krezlik
- Igor Lacroix
- Marco André da Silva Rosa
- Nicola D'Addario
- Orkan Zeynel Güzelci
- Pedro Filipe Martins Carvalho
- Pedro José Antunes Santiago
4/3/26
4/1/26
bertolt brecht - aos que virão a nascer
bertolt brecht - aos que virão a nascer
I
Éverdade, vivo em tempo de trevas!
É insensata toda a palavra ingénua. Uma testa lisa
Revela insensibilidade. Os que riem
Riem porque ainda não receberam
A terrível notícia.
Que tempos são estes, em que
Uma conversa sobre árvores é quase um crime
Porque traz em si um silêncio sobre tanta monstruosidade?
Aquele ali, tranquilo a atravessar a rua,
Não estará já disponível para os amigos
Em apuros?
É verdade: ainda ganho o meu sustento.
Mas acreditem: é puro acaso. Nada
Do que eu faço me dá o direito de comer bem.
Por acaso fui poupado (Quando a sorte me faltar, estou perdido.)
Dizem-me: Come e bebe! Agradece por teres o que tens!
Mas como posso eu comer e beber quando
Roubo ao faminto o que como e
O meu copo de água falta a quem morre de sede?
E apesar disso eu como e bebo.
Também eu gostava de ter sabedoria.
Nos velhos livros está escrito o que é ser sábio:
Retirar-se das querelas do mundo e passar
Este breve tempo sem medo.
E também viver sem violência
Pagar o mal com o bem
Não realizar os desejos, mas esquecê-los.
Ser sábio é isto.
E eu nada disso sei fazer!
É verdade, vivo em tempo de trevas!
II
Cheguei às cidades nos tempos da desordem
Quando aí grassava a fome
Vim viver com os homens nos tempos da revolta
E com eles me revoltei.
E assim passou o tempo
Que na terra me foi dado.
Comi o meu pão entre as batalhas
Deitei-me a dormir entre os assassinos
Dei-me ao amor sem cuidados
E olhei a natureza sem paciência.
E assim passou o tempo
Que na terra me foi dado.
No meu tempo as ruas iam dar ao pântano.
A língua traiu-me ao carniceiro.
Pouco podia fazer. Mas os senhores do mundo
Sem mim estavam mais seguros, esperava eu.
E assim passou o tempo
Que na terra me foi dado.
As forças eram poucas. A meta
Estava muito longe
Claramente visível, mas nem por isso
Ao meu alcance.
E assim passou o tempo
Que na terra me foi dado.
III
Vós, que surgireis do dilúvio
Em que nós nos afundámos
Quando falardes das nossas fraquezas
Lembrai-vos
Também do tempo de trevas
A que escapastes.
Pois nós, mudando mais vezes de país que de sapatos, atravessámos
As guerras de classes, desesperados
Ao ver só injustiça e não revolta.
E afinal sabemos:
Também o ódio contra a baixeza
Desfigura as feições.
Também a cólera contra a injustiça
Torna a voz rouca. Ah, nós
Que queríamos desbravar o terreno para a amabilidade
Não soubemos afinal ser amáveis.
Mas vós, quando chegar a hora
De o homem ajudar o homem
Lembrai-vos de nós
Com indulgência.
ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S)
ABSTRACT AO
CONGRESS ARQUITECTONICS 2026 -
PAINEL - MEMORIA EN LA ENSENANSA DE LA ARQUITECTURA
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ESCOLA DO PORTO - MOMENTOS da arquitectura portuense: POR Marques da Silva, Viana de Lima (1890-1930/40 e 1930-1970), E FUTUROS PRITZKERS (1970_2010S)
Gonçalo Furtado, PHD (FAUP)
ABSTRACT PROPOSTO
O desenvolvimento da arquitectura em Portugal proveio sobretudo da acção de protagonistas ancorados aos principais centros urbanos do país. O presente texto foca a cidade, a arquitectura e escola do Porto, e a crucialidade ao longo de quatro décadas de carreira do portuense modernista Marques da Silva e do moderno Viana de Lima, concluindo com breve referência ao par de Pritzkers pósmodernistas portugueses Siza e Souto de Moura. Baseia-se numa sequência de apontamentos com propósito diverso desde 2019: os primeiros para artigo focado na relação entre o desenvolvimento urbano do Porto, a escola de belas artes e desenho dos seus arquitectos (em 2019 e depois parcialmente incluídos em submissão à revista Vitruvius); os segundos aprofundando detalhes (apresentados em 2023 em Masterclass proferida na Universidade de Lusíada de Lisboa; e os terceiros para a palestra “Oporto in history and buildings by Marques da Silva” que em Janeiro de 2024 proferi no atelier “Nomad” (envolvendo participantes da FBAUP e de Universidade Belga) na Fundação Instituto Marques da Silva. (Tece-se aqui um agradecimento à arquivista da FIMS que gentilmente recolheu a seleção de imagens solicitada para acompanhar esse evento).
Como enquadramento geral prévio interessaria atender a alguns aspectos históricos, no concernente ao país (Portugal), ou mais especificamente à cidade do Porto e seu desenvolvimento urbano. Neste conspecto, relativamente ao segundo aspecto, remete-se o leitor para par de artigos coautorados com Ricardo Martins, publicados na revista “Arte capital”; e que respectivamente providenciam uma “Compreensão da cidade do Porto até ao século XX” [1] e do “Antecedente cultural do Porto na transição para o século XXI”.[2]
[1] https://www.artecapital.net/arq_des-175-compreensao-da-cidade-do-porto-ate-ao-seculo-xx
[2] https://www.artecapital.net/arq_des-174-o-antecedente-cultural-do-porto-na-transicao-para-o-seculo-xxi
3/30/26
JOÃO ALMEIDA E SILVA,''HABITAR PORTUGAL 1974-2024: O DIFÍCIL MAPA DA DEMOCRACIA'' , in https://www.artecapital.net/arq_des, março 202
JOÃO ALMEIDA E SILVA,''HABITAR PORTUGAL 1974-2024: O DIFÍCIL MAPA DA DEMOCRACIA''
, in https://www.artecapital.net/arq_des, março 2026
''A exposição Habitar Portugal 1974-2024 parte de uma dificuldade rara: mostrar cinquenta anos de arquitectura em democracia sem os comprimir numa narrativa simplificada. Condensar, em 100 edifícios projectados entre 1974 e 2024, um retrato legível da arquitectura portuguesa produzida no continente, nas ilhas e no estrangeiro é, à partida, uma operação arriscada. A curadoria de Alexandra Saraiva, Célia Gomes e Rui Leão — com a participação de Gonçalo Furtado na definição do primeiro período, centrado em grande medida no último quartel do século XX — não tenta disfarçar esse risco. Assume-o. E é justamente dessa recusa da síntese fácil que a mostra retira uma parte decisiva da sua força.''
3/28/26
Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação
A questão habitacional: o periodo da crise no séc. XXI
Abstract por Adriana Peixoto e Gonçalo Furtado, ao II encontro nacional da habitação
Este encontro pretende “fazer um balanço crítico das políticas públicas e da produção científica no domínio da habitação em Portugal. Simultaneamente, pretende-se alargar o debate às respostas necessárias para enfrentar os desafios atuais, num contexto marcado por crescente pressão sobre o acesso à habitação.”
Variados são os autores que identificam a habitação como um elemento basilar de
proteção e construção do ser. Em portugal, a tipologia corresponde a 90% do edificado nacional1 (80% do solo urbanizado2); e M. C. Teixeira3, N. Portas4, N. Teotónio Pereira5 tornam possível definir cinco períodos na história da habitação moderna: a industrialização do séc. XIX, e o surgimento de formas de habitação precárias; a instauração da República (1910) e o reconhecimento incontornável do problema habitacional; o Estado Novo (1933-1974) as “casas económicas” e a promoção da propriedade; a transição democrática pós-74 e o investimento em habitação pública; e a adesão à CEE (1989) até à atualidade, destacando a crise do séc.XXI.
Na presente comunicação temos por objetivo compreender o quinto período, desde a ótica da disciplina da arquitetura e com uma subdivisão em três subperíodos: 1989 à crise de 2008, à ligeira queda dos juros em 2015, á atual gentrificação e continua especulação. Para tal optaremos por usar uma
metodologia híbrida, que pondera entre outros parametos, a análise estatística (INE, Eurostat) em que se destaca um decréscimo na construção
de habitação: de 1.620.106 edifícios durante 2º e 3º período para 1.138.816 no 4º e 110.784 no 5º 6
Segundamente procura-se identificar a essência da crise contemporânea que assume novos indicadores de pobreza energética (36.1%)7 de sobreocupação (11.2%)8 e um aumento da população
sem-abrigo (1017 beneficiários na AMI, em 2002 para 9403 pessoas sem teto em 2024 9) que redefinem o conceito de carência. Paralelamente iremos analisar a rede complexa de respostas arquitetónicas que podem ser concebidas como aluguéis, coabitação, créditos, utilizando representação gráfica de diagramas e análise crítica. (Neste conspecto, veja-se nosso anterior abstract submetido ao colóquio ijup) sendo que para o âmbito do presente encontro procederemos não só a um enquadramento geral similar, mas avançaremos já para o aprofundamento da análise no mais recente subperíodo pós-crise económica.
Referencias
1 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2021). Censos 2021: Resultados Definitivos - Parque Habitacional.
2 Direção-Geral do Território [DGT]. (2022). Relatório do Estado do Ordenamento do Território (REOT).
3 Teixeira, M. C. (1992). Estratégias habitacionais em Portugal. Análise Social, 27(115), 65-89.
4 Portas, N. (Coord.). (2013). Habitação para o maior número: Os anos 1950-1980. Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana [IHRU].
5 Pereira, N. T. (s.d.). Cem anos chegarão para acabar com os bairros de lata? Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
6 Instituto Nacional de Estatística [INE] & Laboratório Nacional de Engenharia Civil [LNEC]. (2024). O parque habitacional: Análise e evolução 2011-2021 (Estudo Estatístico). Lisboa.
7 Instituto Nacional de Estatística [INE]. (2025). ICOR2024 – Habitação: Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) 2024 [Relatório Estatístico]. Lisboa: INE.
8 Eurostat. (2025). Estatísticas da habitação: Publicações interativas – Habitação 2025. Comissão europeia. Consultado em [26.02.2026].
9 Instituto da Segurança Social [ISS]. (2024). Dados de monitorização da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA). ISS, I.P
3/26/26
IJUP 2026 , Architecture
IJUP
PROGRAM May, 06th, 2026 -
08:30 > 10:30 PARALLEL ORAL SESSIONS I - A4 - Architecture I
10:30 > 11:00 Coffe Break
11:00 > 13:00 PARALLEL ORAL SESSIONS II A3 - Architecture II
rom com club, set list para apresentação a 29 de março de 2026
rom com club
Ensaio Geral a 29 Março 2026 pelas 10h e apresentação pas 13h, no
G I U C, na Rua de Coimbra 15, 3090-404, Portugal
- set list -
Intro -
Saudação ao público por guitarrista,
apresentando projecto de música improvisada e não covers,
Agradecimento á organização peo convite, e anuncio da presente apresentação integrar 3 versões de faixas de compositores x, y, z
1a - versão do tema ''live to tell'' composto por x, com duração aproximada de 4 minutos
+
1b - primeiro momento de improvisação, em ambiente caracterizado por rufares calmos, com integração de versão do ''first noell'' no meio, tudo com duração aproximada de 2 minutos
2a - versão do tema ''goldfinger'' composto por y, com duração aproximada de 4 minutos
+
2b - segundo momento de improvisação, em ambiente caracterizao por acentuações em notas soltas e silêncios prolongados, com integração de versão de
''santa claus'' no meio, tudo com duração aproximada de 2 minutos
3a - versão do tema ''turn turn turn'' composto por z, com duração aproximada de 4 minutos
+
3b - terceiro momento de improvisação, em ambiente caracterizado por feedbacks e ruídos, tudo com duração aproximada de 2 minutos
''Sergio Fernandez (1937-2026)'', IN https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303
in https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303
''Sergio Fernandez nasceu no Porto em 1937. Formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), onde, ainda estudante, participou em 1959 no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, em Otterlo, experiência que evidencia, desde muito cedo, sobre a necessidade de presença, ainda que discreta, nos focos de debate arquitetónico global.
Após concluir a sua formação, iniciou uma longa e marcante carreira académica, lecionando primeiro na ESBAP e, posteriormente, na FAUP. Fez parte dos Conselhos Diretivos e Pedagógicos do Curso de Arquitetura da ESBAP entre 1976 e 1983, assumindo mais tarde o cargo de Vice-Presidente do Conselho Diretivo (1988-1994) e dirigindo o Centro de Estudos da Faculdade de Arquitetura entre 1990 e 1997. Desde 1987, foi membro efetivo do Conselho Científico da FAUP, onde viria a jubilar-se, em novembro de 2006, como Professor Agregado.
A sua atividade como docente inclui a passagem por inúmeras escolas de arquitetura, desde os Países Baixos até ao Panamá.
Ainda enquanto colaborador de Viana de Lima, Sergio Fernandez, no contexto do seu concurso para a obtenção do diploma de arquiteto, parte, em 1963, para Rio de Onor, no intuito de estudar as condições de habitação rural da comunidade. Essa experiência revelou-se determinante na sua formação, contribuindo para uma compreensão alargada das relações entre arquitetura, território e comunidade.
A partir de 1965, inicia um percurso de projeto, na maior parte das vezes desenvolvido na pluralidade da coautoria. O primeiro exemplo é o bloco do Bairro da Pasteleira, com o arquiteto Pedro Ramalho.
Os vários trabalhos espelham a capacidade de debater e ouvir o outro, mas não deixam de revelar uma coerência que decorre de um sentido de estar em comunidade e de equacionar os espaços que a fomentam, sempre numa atmosfera quente e acolhedora. A construção da sua própria casa de férias, em 1971, em Caminha, é o mais belo manifesto dos seus princípios e da sua forma de estar.
Nos tempos quentes da Revolução, participa no processo SAAL, como arquiteto do Bairro do Leal. Como o próprio reconhece, a experiência de Rio de Onor, entre a articulação e o modo como o espaço da família e o espaço da comunidade se complementam, constitui o tema central do projeto, ao qual retorna ao longo do seu percurso, independentemente do contexto social em que intervém. Disso são exemplo o projeto para o Complexo Turístico de Moledo, em 1980, ou, vinte anos depois, o Bloco Residencial em Viana do Castelo, com Alexandre Alves Costa, com quem, a partir dos anos 70, funda o Atelier 15, passando desde então a partilhar a autoria de uma vasta obra, projetada e construída. Deste conjunto, destacam-se os projetos de reabilitação do histórico Cinema Batalha, no Porto, do Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, do núcleo histórico de Idanha-a-Velha, da requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, da reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva e da requalificação da Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto. Estes projetos integram uma série de mais de uma centena de trabalhos que fazem parte da doação, em 2022, à Fundação Marques da Silva dos respetivos arquivos profissionais, individuais e em coautoria.
Em 1985, publica o livro ‘Percurso da Arquitectura Portuguesa 1930-1974’, desenvolvido no âmbito das provas de habilitação para o título de professor agregado do curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, obra que marcou de forma incontornável a “história da história” da arquitetura portuguesa do século XX.
Compreender, questionar ou, tão só e principalmente, alimentar a curiosidade de partir à descoberta constituem dimensões fundamentais na forma de ensinar de Sergio Fernandez, cuja recorrência ao plural sempre sublinhou a valorização do coletivo em detrimento de uma postura centrada no indivíduo. Altruísta, assertivo e incansável nas viagens com os alunos, cultivou uma relação pedagógica próxima, marcada pela partilha, pela exigência e pelo entusiasmo pelo conhecimento.
Sergio Fernandez deixa um legado assente numa expressão de caráter, de valores e de uma ética de vida e de intervenção, que se traduz numa marca indelével junto de estudantes, colegas e, sobretudo, enquanto cidadãos, cuja relevância importa preservar.''
in https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=93303
3/22/26
actuação por rom com club
actuação de rom com club, dia 2 de março de 2026 pelas 13h, no giuc, de caceira-figueira da foz
https://www.instagram.com/rockdevilspt/p/DWKkFQ_CHc_/
3/15/26
2/23/26
2/22/26
2/11/26
''João Paulo Rapagão nasce em Lisboa em 1963. Termina o programa de doutoramento Arquitectura Moderna y Restauración na Escola Técnica Superior de Arquitectura da Universidade de Valladolid em 1992. Desenvolve actualmente a dissertação para Doutoramento em Arquitectura. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1988, é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada, desde 1997, e do Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho, de 2002 a 2008, e, de 2022 até à presente data. É bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian. Preside ao Conselho Directivo Regional do Norte da Associação dos Arquitectos Portugueses e da Ordem dos Arquitectos no triénio 1996|1998. Integra a Comissão Municipal de Defesa do Património da Câmara Municipal do Porto entre 1993 e 1998. Integra o Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto entre 2000 e 2002. Integra júris em concursos públicos e prémios de arquitectura internacionais, nacionais e regionais. Intervém como orador em diversos congressos e encontros, especialmente nos temas do Património e do Exercício da Profissão. Seleccionado para diversas exposições em Milano, Lisboa, Frankfurt, Dessau, Salamanca, Aveiro, Coimbra e Porto. Exerce arquitectura desde 1988, especialmente em estudos e projectos de monumentos nacionais e equipamentos colectivos. É autor de ensaios monográficos em Ricardo Vieira de Melo – Habitar (2004), em Living in Porto - Floret Arquitectura (2020) e em Edifício Sede Polopiqué (2021). É autor e editor científico do Mapa de Arquitectura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (2008), do Guia de Arquitectura do Porto 1942|2017 (2018) e do X!? Ten Years OODA | Dez Anos OODA, 2010|2020, editado pela Actar Publishers em Barcelona e New York (2021). É Comissário, com Inês Moreira, do Open House Porto (2018), organizado pela Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura. É Curador do Atlas de Arquitectura Contemporâneo para o Turismo de Portugal + Casa da Arquitectura (2022). É autor da Museografia da Exposição A Urgência da Cidade – O Porto e Cem Anos de Fernando Távora, promovido pela Câmara Municipal do Porto (2023). É Curador de ManifestHabitação - Mostra + Livro + Conferências + Workshops - que celebra o Habitar em Matosinhos, 50 Anos depois do 25 de Abril e 30 Anos depois do Programa Especial de Realojamento, promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos e MatosinhosHabit, Empresa Municipal (2023)''.
(bio fornecida pelo orador)
2/10/26
João Rapagão - Arquiteturas para o Porto: Habitações e equipamentos coletivos ...
Aula aberta 'Teoria 1',
Auditório Fernando Távora - FAUP,
10 abr 2026 - 16,30h
João Rapagão -
Arquiteturas para o Porto: Habitações e equipamentos coletivos entre 1960-2010.
J. M. Pedreirinho - .... a propósito do Prémio Valmor...
Aula aberta Teoria 1,
Auditório Fernando Távora,
6 março 2026 - 16.30h,
J. M. Pedreirinho -
O que e´ um prêmio de arquitectura - a propósito do Prémio Valmor. Enquadramento histórico e enfoque nas décadas recentes.
2/9/26
1/19/26
1/12/26
DA VIAGEM
DA VIAGEM
Gonçalo furtado
i.
Desenvolvi nos últimos anos uma série de exposições e publicações com fotografias de viagens realizadas por países dos continentes da América, África, Europa e Ásia. Este catálogo, para a galeria de arte ‘O Rastro’, é composto por uma selecção de aproximadamente 4 dezenas dessas fotografias. É dedicado ao meu filho Francisco, á semelhança da série ‘Continentes’, tendo constituído também oportunidade de partilhar uma sequência de breves notas acerca da viagem e das artes.
ii.
Sabemos que os actos de viajar acompanham a história da humanidade, variando essas em termos da propósitos, distâncias e duração. E que viajar, desde logo, implica uma deslocação - por um itinerário de lugares e paragens previsto ou espontâneo - no espaço e no tempo./
Viajar propicia a vivência de experiências diversas, bem como a exploração de singularidades, sejam paisagens e edificações, ou populações, culturas e modos de vida. Intensificando interações-cruzamentos, potencia confrontos com situações inspiradas e, frequentemente, desconhecidas./
Por isso, a viagem promove uma deslocação que é, também e sobretudo, mental. Alimenta-se tanto da curiosidade, como de uma certa evasão existencial que pode advir de uma libertação face ao conforto da repetição quotidiana. Suscita a auscultação e introspeção, bem como transcendências, e regressos renovado-transfigurado.
iii.
Ora, para o que aqui mais interessa, cumpre ainda dizer que o acto de viajar está também associado ao mundo das artes e arquitectura. Propicia a experiência da contemplação, bem como a aquisição de conhecimento acerca de ocorrências e concretizações noutros lugares e épocas./
Historicamente, de resto, a viagem foi fundamental para a formação e emancipação do artista. Sobretudo por intermédio da denominada ‘Grand tour’, que se exponenciou entre os séculos XVI a XVIII, fomentando um contacto directo ‘in loco’ com arquétipos da antiguidade clássica. Recordando-se como, por exemplo no século XIX, o ‘Grand Prix de Rome’ da Académie des Beaux Arts de Paris, foi atribuído a notáveis arquitectos portugueses, incluindo José Luís Monteiro, Ventura Terra ou Marques da Silva. Mais sendo que, curiosamente, as minhas próprias primeiras viagens ainda pré-universitárias, foram a Paris e Itália, etc.
iv.
No século XX assistimos a uma democratização da viagem, e no presente século XXI – com uma globalização suportada por mass-media, redes e telecomunicação – culminou-se na sua relativa banalização. Futuramente, após mapeamentos em GPS e voyeurismo ‘on-line’, afrontaremos realidades virtuais aumentadas e ficções por inteligência artificial./
Não obstante, certo é que o acto da viagem deve continuar a ser considerado fundamental no mundo das artes e arquitectura./
E continuará a ser acompanhada da recolha de informação - socorrendo-se de instrumentos variados, como a escrita e o desenho ou a fotografia. Conformando arquivos de memórias - os denominados ‘diários gráficos’ - compostos de fragmentos de passagens, que continuarão a ser alvo de estudo e reflexão á posteriori. Assim inspirando o desenvolvimento da actividades e obras artísticas pessoais. Contribuindo para a construção de identidades artísticas intensas e genuínas, entre cidadãos de um mundo global.
1/7/26
proposta para colóquio sobre universidade e responsabilidade social
'Num futuro próximo, os espaços da universidade bem como os demais habitados pelo ser humano serão imbuídos massivamente de ‘IA’. Para uma reflexão crítica acerca desse desafio eminente, seus benefícios e riscos, podemos revisitar o ‘Generator’ de Cedric Price, projecto que chegou a ser intitulado nos anos 70-80 como ‘the first intelligent building’. A comunicação usufruirá de investigação conduzida por G.Furtado na UCL de Londres, arquivo do MOMA de Nova Iorque e CCA de Montreal em 2003-2007, e em conteúdos de livros do autor. Poderá a IA propiciar espaços edificados que sejam estimuladores humanos e criativos…'
1/6/26
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