2/11/26

''João Paulo Rapagão nasce em Lisboa em 1963. Termina o programa de doutoramento Arquitectura Moderna y Restauración na Escola Técnica Superior de Arquitectura da Universidade de Valladolid em 1992. Desenvolve actualmente a dissertação para Doutoramento em Arquitectura. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1988, é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada, desde 1997, e do Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho, de 2002 a 2008, e, de 2022 até à presente data. É bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian. Preside ao Conselho Directivo Regional do Norte da Associação dos Arquitectos Portugueses e da Ordem dos Arquitectos no triénio 1996|1998. Integra a Comissão Municipal de Defesa do Património da Câmara Municipal do Porto entre 1993 e 1998. Integra o Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto entre 2000 e 2002. Integra júris em concursos públicos e prémios de arquitectura internacionais, nacionais e regionais. Intervém como orador em diversos congressos e encontros, especialmente nos temas do Património e do Exercício da Profissão. Seleccionado para diversas exposições em Milano, Lisboa, Frankfurt, Dessau, Salamanca, Aveiro, Coimbra e Porto. Exerce arquitectura desde 1988, especialmente em estudos e projectos de monumentos nacionais e equipamentos colectivos. É autor de ensaios monográficos em Ricardo Vieira de Melo – Habitar (2004), em Living in Porto - Floret Arquitectura (2020) e em Edifício Sede Polopiqué (2021). É autor e editor científico do Mapa de Arquitectura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (2008), do Guia de Arquitectura do Porto 1942|2017 (2018) e do X!? Ten Years OODA | Dez Anos OODA, 2010|2020, editado pela Actar Publishers em Barcelona e New York (2021). É Comissário, com Inês Moreira, do Open House Porto (2018), organizado pela Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura. É Curador do Atlas de Arquitectura Contemporâneo para o Turismo de Portugal + Casa da Arquitectura (2022). É autor da Museografia da Exposição A Urgência da Cidade – O Porto e Cem Anos de Fernando Távora, promovido pela Câmara Municipal do Porto (2023). É Curador de ManifestHabitação - Mostra + Livro + Conferências + Workshops - que celebra o Habitar em Matosinhos, 50 Anos depois do 25 de Abril e 30 Anos depois do Programa Especial de Realojamento, promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos e MatosinhosHabit, Empresa Municipal (2023)''. (bio fornecida pelo orador)

2/10/26

João Rapagão - Arquiteturas para o Porto: Habitações e equipamentos coletivos ...

Aula aberta 'Teoria 1', Auditório Fernando Távora - FAUP, 10 abr 2026 - 16,30h João Rapagão - Arquiteturas para o Porto: Habitações e equipamentos coletivos entre 1960-2010.

J. M. Pedreirinho - .... a propósito do Prémio Valmor...

Aula aberta Teoria 1, Auditório Fernando Távora, 6 março 2026 - 16.30h, J. M. Pedreirinho - O que e´ um prêmio de arquitectura - a propósito do Prémio Valmor. Enquadramento histórico e enfoque nas décadas recentes.   

1/12/26

DA VIAGEM

DA VIAGEM Gonçalo furtado i. Desenvolvi nos últimos anos uma série de exposições e publicações com fotografias de viagens realizadas por países dos continentes da América, África, Europa e Ásia. Este catálogo, para a galeria de arte ‘O Rastro’, é composto por uma selecção de aproximadamente 4 dezenas dessas fotografias. É dedicado ao meu filho Francisco, á semelhança da série ‘Continentes’, tendo constituído também oportunidade de partilhar uma sequência de breves notas acerca da viagem e das artes. ii. Sabemos que os actos de viajar acompanham a história da humanidade, variando essas em termos da propósitos, distâncias e duração. E que viajar, desde logo, implica uma deslocação - por um itinerário de lugares e paragens previsto ou espontâneo - no espaço e no tempo./ Viajar propicia a vivência de experiências diversas, bem como a exploração de singularidades, sejam paisagens e edificações, ou populações, culturas e modos de vida. Intensificando interações-cruzamentos, potencia confrontos com situações inspiradas e, frequentemente, desconhecidas./ Por isso, a viagem promove uma deslocação que é, também e sobretudo, mental. Alimenta-se tanto da curiosidade, como de uma certa evasão existencial que pode advir de uma libertação face ao conforto da repetição quotidiana. Suscita a auscultação e introspeção, bem como transcendências, e regressos renovado-transfigurado. iii. Ora, para o que aqui mais interessa, cumpre ainda dizer que o acto de viajar está também associado ao mundo das artes e arquitectura. Propicia a experiência da contemplação, bem como a aquisição de conhecimento acerca de ocorrências e concretizações noutros lugares e épocas./ Historicamente, de resto, a viagem foi fundamental para a formação e emancipação do artista. Sobretudo por intermédio da denominada ‘Grand tour’, que se exponenciou entre os séculos XVI a XVIII, fomentando um contacto directo ‘in loco’ com arquétipos da antiguidade clássica. Recordando-se como, por exemplo no século XIX, o ‘Grand Prix de Rome’ da Académie des Beaux Arts de Paris, foi atribuído a notáveis arquitectos portugueses, incluindo José Luís Monteiro, Ventura Terra ou Marques da Silva. Mais sendo que, curiosamente, as minhas próprias primeiras viagens ainda pré-universitárias, foram a Paris e Itália, etc. iv. No século XX assistimos a uma democratização da viagem, e no presente século XXI – com uma globalização suportada por mass-media, redes e telecomunicação – culminou-se na sua relativa banalização. Futuramente, após mapeamentos em GPS e voyeurismo ‘on-line’, afrontaremos realidades virtuais aumentadas e ficções por inteligência artificial./ Não obstante, certo é que o acto da viagem deve continuar a ser considerado fundamental no mundo das artes e arquitectura./ E continuará a ser acompanhada da recolha de informação - socorrendo-se de instrumentos variados, como a escrita e o desenho ou a fotografia. Conformando arquivos de memórias - os denominados ‘diários gráficos’ - compostos de fragmentos de passagens, que continuarão a ser alvo de estudo e reflexão á posteriori. Assim inspirando o desenvolvimento da actividades e obras artísticas pessoais. Contribuindo para a construção de identidades artísticas intensas e genuínas, entre cidadãos de um mundo global.

1/7/26

proposta para colóquio sobre universidade e responsabilidade social

'Num futuro próximo, os espaços da universidade bem como os demais habitados pelo ser humano serão imbuídos massivamente de ‘IA’. Para uma reflexão crítica acerca desse desafio eminente, seus benefícios e riscos, podemos revisitar o ‘Generator’ de Cedric Price, projecto que chegou a ser intitulado nos anos 70-80 como ‘the first intelligent building’. A comunicação usufruirá de investigação conduzida por G.Furtado na UCL de Londres, arquivo do MOMA de Nova Iorque e CCA de Montreal em 2003-2007, e em conteúdos de livros do autor. Poderá a IA propiciar espaços edificados que sejam estimuladores humanos e criativos…'