2/9/09

MIPA - FAUP

Mestrado em Metodologias de Intervenção no Património
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

Proposta de temas para dissertação feita pelo docente Gonçalo Furtado:
- Cultura Urbana e Intervenção Projectual;
- Memória vs Intervenção Projectual vs Tematização;
- Regeneração e Indústrias Criativas;
- Simulações Info-gráficas.

2/5/09

JOSEP MARIA MONTANER

Gonçalo Furtado e Josep Montaner [entrevistado], “Josep Maria Montaner: O mistério do silêncio da Arquitectura”, in: Arq/a,Janeiro 2009, p.74-76.

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[GF] A historiografia crítica de Tafuri debate a arquitectura como uma disciplina “muda”, a falência das vanguardas e a questão da autonomia. Paralelamente recordo toda uma escola Italiana Veneziana e Milaneza proto pós-moderna (que colapsará mais tarde com o pós-estruturalismo), que pega nesse manancial da memória, da linguagem e cultura arquitectónica, com vista a procurar um vocabulário que permitisse à arquitectura poder voltar a comunicar com a sociedade após a abstracção da linguagem moderna. Acreditava-se assegurar por essa via uma possibilidade de actuação na sociedade pelo arquitecto…
[JM] Sim, o que tu dizes levanta muitas questões. Desde logo, a questão da arquitectura como linguagem e com capacidade comunicativa (via semiótica e estruturalismo). Manfredo Tafuri parte da problematização desta possibilidade e Peter Eisenman completa-a negando tal possibilidade. A Itália aglutinou a evolução teórica deste projecto crítico, detrás da forte cultura italiana dos anos 1950-70s que inclui Ernesto Nathan Rogers e seus discípulos (Aldo Rossi, Manfredo Tafuri, Giancarlo de Carlo, Giorgio Grassi, Carlo Aymonino, etc); e houve esta confiança (ex: Rossi ou Grassi) de que haveria esta linguagem e vocabulário. (Neste nó da cultura Italiana, há ainda toda uma linha de evolução Romana e mais internacional com Bruno Zevi e o Organicismo, que possuiu uma influência transcendente como por ex: Lina Bo Bardi). Voltando à crítica tipológica, houve confiança de que se projectava desde este caudal de saber, a arquitectura redimira-se porque comunicava com a colectividade que identificaria esta linguagem. Na verdade, Rossi terminará auto-repetindo uma linguagem muito formalista, que trairá a sua teoria e que vai tirar força à sua aproximação nas últimas décadas. Grassi defenderá quase a arquitectura enquanto “natureza morta”, algo fechado em si mesmo, e que tudo já foi dito.
[GF] Após um século XX que indagou acerca de uma linguagem universal, concentrando-se em determinado momento nos problemas e possibilidades de comunicação da arquitectura, assistimos ao colapso com a Desconstrução (tanto carregada de niilismo como dos benefícios de reflectir sobre o papel da arquitectura na sociedade e status do arquitecto). Referias Eisenman que, no limite da crítica de Tafuri, negou essa possibilidade. Tratou-se de um abalo problemático e que comporta a necessidade de uma reflexão acerca do papel social da disciplina. Continuou-se a experimentar novas linguagens. Parece-me curioso que tal niilismo também coincida com uma tendência para o chamado “super-modernismo” das caixas de inspiração minimalista dos anos 1980s (ainda que não necessariamente neutras e silenciosas), para algum apogeu do high-tech, e para a disseminação da arquitectura da “big orange” em prole da globalização da esfera económico-cultural.
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2/3/09

A IDEIA DE UM FORUM DIGITAL: Resposta a Fernando Lisboa.

IDEIA DE UMA FÓRUM DIGITAL SOBRE PROJECTO
(Gonçalo Furtado a Fernando Lisboa, Outubro de 2000)
LISBOA
“(…) Em resposta ao seu e-mail e em relação à conceptualização de um ‘Fórum digital’,
a nossa conversa ao jantar clarificou a sequência de e-mails que trocámos.
TEMÁTICA
O fórum parece-me neste momento claro como um local de reflexão em volta do ‘Projecto’. Projecto em sentido lato, (…) dado que o sistema ‘arquitectura’ é já imperativamente um território por definição elástico e permeável, à semelhança de qualquer pensamento coerente com a sua condição pós-moderna, isto é, não linear (…).
ANTE - PROGRAMA
O fórum seria pois um lugar trans-diciplinar ‘em construção’; mas este, na sua base (e de forma a assegurar a sua vitalidade-sustentabilidade futura), não pode prescindir de uma definição clara do seu pressuposto - uma espécie de ‘Ante-programa’. (Ou seja, a meu ver, enunciar o conceito de ‘projecto’, por si só, não colmata esta necessidade. (…) Elaborar um discurso ainda que sumário acerca da temática, dos pressupostos, e dos propósitos do fórum, torna-se desde já necessário (…) ).
Parece-me ainda que uma sub-organização em “Projecto” e “Objecto” era produtiva para o estabelecimento de uma base.
ANTE - ORGANIGRAMA
Se um fórum na rede se define enquanto lugar de pensamento colectivo, (um “cérebro colectivo” para Kerckove), tal não prescinde da definição de uma estrutura base, ainda que permanentemente aberta, sobre o qual o edificar. Leia-se, e como discutimos no jantar, uma estrutura aberta incluso do ponto de vista técnico. Isto é, que se socorra de um sistema técnico (equipamento, programação, etc) não necessariamente complexo, e cuja gestão-control-manutenção prescinda do nosso envolvimento, em prole de uma participação sinergética em equipa. Utilizar o Laboratório por si dirigido, parece como sugeriu resolver desde logo esta questão técnica. Mas, como aludi, nenhuma instalação se constrói sem um projecto. E antes de um projecto, um programa (questão para que espontaneamente a nossa conversa a-sincrónica se tem dirigido). E se um dos conteúdos de um programa é a definição precisa das suas áreas / actividades; eu imaginaria um organigrama, em que núcleos e ligações pouco significassem; senão um estado preciso de re-organização temporariamente estável em dado momento.
(No entanto, como o momento zero do fórum ainda não ocorreu, podemos então realizar o exercício de definir o estado em que arrancará; e, pelo menos o imaginar. Projectar.)
A estrutura de qualquer fórum, como bem defende, deveria basear-se em suportes (fomentos?) da reflexão - a actividade é o debate. Portanto poder-se-ia ter um fórum propriamente dito, por ‘e-mail’ a-sincrónico, mas igualmente um ‘chat’ sincrónico. (O desenvolvimento de actividades de grupo propriamente ditas - supostamente qualquer que fosse - poderia suscitar o encontro em locais físicos.)
Paralelamente ao desenvolvimento de uma (por vezes várias) discussão colectiva e plural no fórum; qualquer dos membros poderia aprofundar posições-linhas variadas, redigindo papers (sobre a temática precisa em discussão ou outras), os quais seriam canalizados para uma espécie de ‘memória’. Um banco de bases de dados, contendo colecções de papers significativos, mas também bibliografias, o arquivo da vida do fórum, etc.
No seguimento do exposto, penso ainda que algumas zonas do fórum poderiam se orientar para o suporte á realização de investigações-actividades delimitadas (enfatizando a ideia de ‘collaborative work’); contrariando uma das suas expressões - i.e. “que o importante seja o problema , não a resposta, nem a aplicação prática ou solução definitiva”. Se está em causa o estauto do conhecer, também está a sua operatividade. (Teorias que não superam o desejo de se confrontar com as questões em que se movem, ainda provisionalmente, não correm por vezes o risco de se reduzir a uma espiral de redundância e vazio?). A referida zona de biblioteca de papers, e local de projecto (enquanto trabalho-praxis-uso das teorias), parece produtiva; pelo que se deve procurar que o projecto enuncie igualmente a sua concretização de uma forma precisa e rigorosa. (É pertinente igualmente a sua ideia de existir um local de exposição de trabalhos ditos ‘prácticos’).
Em suma: como e com o que é que acha que deveria arrancar um fórum (isto é pelo que é que começaria a ficar definido o seu projecto)?

1/28/09

SpringerWienNewYork

Gonçalo M. Furtado C Lopes, “Envisioning an Evolving Environment-Encounters of Gordon Pask, Cedric Price and John Frazer: A Brief Account”, in: Roy Ascott, Wolfgang Fiel, Gerald Bast, Margarete Jahrmann (eds.), “New Realities. Being Syncretic, NewYork-Wien: SpringerWienNewYork, 2009, pp.118-122.


See also:
G.Furtado, “Envisioning an Evolving Environment-Encounters of Gordon Pask, Cedric Price and John Frazer: A Brief Account”, in: W.Fiel, M.Jahrmann (eds.), “New Realities. Being Syncretic. BOOK OF ABSTRACTS”, Wien: University of Applied Arts, 2008, p.34.

1/23/09

MESTRADO UNIVERSIDADE DE AVEIRO

MESTRADO EM CRIAÇÃO ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA
UNIVERSIDADE DE AVEIRO

- 26 Janeiro 2009, 10.00h -
“Arquitecturas Experimentais: Práticas Criativas Contemporâneas”
Candidato: Nuno Hélder Cardoso Pais Varela
Presidente: Prof. Associado Doutor Vasco Afonso da Silva Branco (Univ. Aveiro)
Arguente: Prof. Auxiliar Doutor Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes (F.A.U.P.)
Orientador: Prof. Auxiliar Doutor João António de Almeida Mota (Univ. Aveiro)

- 26 Janeiro 2009, 11.30h -
“O Cubo fora do cubo branco”
Candidato: José Manuel de Magalhães Pereira
Presidente: Prof. Associado Doutor Vasco Afonso da Silva Branco (Univ. Aveiro)
Arguente: Prof. Auxiliar Doutor Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes (F.A.U.P.)
Orientador: Prof. Auxiliar Doutor João António de Almeida Mota (Univ. Aveiro)

1/20/09

UNIDADE 7

Gonçalo Furtado, “In between. Critical Artefact: Architectural Thought is a regime. In Between (Proyecto, Teoria y Construcción)”, in: José Martins and Pedro Barata Castro (eds.), Unidade, N.7, December 2008, p.110-113.

Paginas Brancas

Diana Sousa (Coord.), Paginas Brancas 2008, Porto: QuidNovi e AEFAUP, 2008.

Inclui projectos de: Adalberto Dias, Alberto Lage, Atelier 15, Álvaro Andrade, Ana Alves Costa, Ana Isabel Costa e Silva, André Santos, António Madureira, António Neves, Camilo Rebelo, Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro, Carlos Machado, Carlos Prata, Daniel Oliveira, Eliseu Manuel, Filipa Guereiro, Francisco Barata Fernandes, Gonçalo Furtado, Hélder Casal Ribeiro, João Pedro Xavier, Joaquim Teixeira, José Cabral Dias, José Manuel Soares, José Miguel Rodrigues, Luís Urbano, Luís Viegas, Manuel Botelho, Manuel Graça Dias + Egas José Vieira, Maria José Casanova, Nuno Brandão Costa, Nuno Grande, Nuno Lacerda, Nuno Valentim, Paula Petiz, Pedro Alarcão, Pedro Gadanho, Pedro Leão Neto, Rodrigo Coelho, Rui Américo Cardoso, Serôdio Furtado & Associados Arqts Lda, Teresa Fonseca.