writings on architecture, design and cultural studies (incl. oporto school, portuguese architecture, critical project, drawings and photografphy, cedric price, gordon pask, and other stuff...)
2/24/23
GONÇALO FURTADO_ REVISTA ÓBVIA.
Figueira da Foz #1: Da apetência
como estância balnear
Gonçalo Furtado
Se olhamos representações
panorâmicas antigas da Figueira da Foz, por exemplo em pinturas ou nas
fotografias que existiam no Arquivo Municipal da Figueira da Foz, ali está o
que a fez. O ponto de encontro de um rio com o mar, uma baía abraçada por uma
Serra.
De facto, o povoamento da
Figueira da Foz surgiu da costa e do rio Mondego e foi, depois e desde cedo, adquirindo
um ambiente urbano caracterizado pela pesca e construção naval.
A excelência da “Praia da
Claridade” e o reconhecimento da urbe como estância balnear veio já
referenciado por Ramalho Ortigão em 1870s, denominando-a como a “mais linda
praia de banhos de Portugal”. Na obra literária “As Farpas”, constam as
palavras “Não tem outro remédio senão vir à Figueira quem quiser ver a mais
linda praia de banhos de Portugal”. Tal já que “nenhuma outra praia em
Portugal possui as condições desta para tornar agradável a estação de banhos”,
como tal escritor deixou registado na edição de 1876 de “As praias de
Portugal: Guia do banhista e do viajante”
pela Livraria Universal de Magalhães e Moniz. Registo
claro de um esplendor e protagonismo que se prolongaria pelas primeiras décadas
do século XX.
A enseada, possui desenho sensual entre a Figueira da Foz e Buarcos, como é visível na subtileza da curva presente no Plano hidrográfico entre Buarcos e Figueira da Foz. (Pode-se ver uma reprodução de fotográfica do MOP, por exemplo no livro “Figueira da Foz” de José P. de A. Borges, publicado pela Editorial Presença em 1991).
Foi um período único, aquele que compreendeu os meados do século XIX e o início
do século XX. E sobre tal, pode-se recorrer à historiografia local referente
precisamente ao período entre 1860 e 1910 de Rui Cascão, intitulada “Figueira
da Foz e Buarcos: permanência e mudança em duas comunidades do litoral:
1861-1910”, publicada em 1998 pelo Centro de estudos do mar e das
navegações, a Câmara Municipal da Figueira da Foz e a Livraria Minerva.
É identificável (entre outros
aspectos) o desenvolvimento paralelo de duas realidades: a urbana e dos
transportes e a da indústria do turismo e do espetáculo. No que tange ao
turismo Português, pode-se de uma forma expedita identificar 3 épocas. Uma
primeira no fim do século XVIII ligado às termas. Um segundo nas últimas décadas do século XIX, em que Portugal se
apresenta em várias exposições internacionais (entre elas a de Paris) como um “Lugar onde há sempre um quarto no
coração” - o que figura um texto de Ramalho Ortigão que Rafael Calado considera inaugurador do Turismo . E um terceiro
verdadeiramente “moderno” em que a viagem
“cá dentro” se abre ao exterior em contemporaneidade com uma
“modernização” do Estado Novo.
Sabe-se que o progresso da
Figueira da Foz foi simultâneo à decadência de Buarcos desde o século XVII; existindo
ainda a denominada “Povoação da Praia” pelo meio, que seria absorvida pela
concretização de uma estrada municipal entre Figueira e Buarcos. Mas podemos
constatar que, urbanisticamente, a mutação da fisionomia da vila setecentista
ocorre ao longo da segunda metade do século XIX, a qual se renova e expande no
sentido nascente e (retenha-se) do mar. Torna-se cidade em 1882 e, no início do
século, constituía-se já como uma comunidade tipicamente urbana.
2/22/23
MESA REDONDA _ CASA COSTA LOBO
MESA REDONDA
CASA COSTA LOBO, COIMBRA, 25.2.2023, 16h
Assunção Ataíde
José Bandeirinha
Gonçalo Furtado
Marina Montezuma Vaquinhas
Regina Pinto
Rosa Ferreira
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA (GONÇALO FURTADO), TABERNA DA TI ERMELINDA, COIMBRA, 22.5.2023 18H
2/19/23
DIÁLOGOS NO SÉCULO XX XXI
DIÁLOGOS NO SÉCULO XX XXI
2002
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Cruz, M., (entrevistado por Furtado, G.), Marcos cruz:
La indeterminacion en el cuerpo proyectual de la arquitectura. In: Suite, N.7. Barcelona, p. 6.* * Entrevista. |
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Gadanho, P., (enrevistado por Furtado, G.), Diseno:
Viaje al diseo português. In: Suite,
N.9. Barcelona, pp. 18-19.* * Entrevista. |
2003
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Cruz,
M., (entrevistado por Furtado, G.), A imprevisibidade no corpo projectual da arquitectura:
Conversa com Marcos Cruz. In: Número.
Lisboa. N. de 2002-03, p.* *
Entrevista. |
doc 9 [2003] # |
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Riley,
T. (entrevistado por Furtado, G.), Mediatization and vanguard. In: W-art, N.1. Porto, p.* * Entrevista. |
2004
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Siza,
A., (entrevista por Furtado, G.), Continidade e ruptura: Entrevista a Siza
Vieira. In. Architectural Assocition´s brochure.
Architectural Association, Londres, N., * * Entrevista. |
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_2004 Friedman,
Y, (entrevistado por Furtado, G.), Na intimidade do espaço errático de Yona
Friedman. In: Arq.a, N.28. Lisboa,
pp. 65-68. |
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2007
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Ascott,
R., (entevista por Urbano, J., Furtado, G.), Da consciência quântica aos mundos
tecnoxamãnicos. In: Nada, N.9.
Lisboa, p.19-29. |
2008
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Diller
and Scofidio, (entrevista
por Gonçalo Furtado), Performing the critical. In: Arq/a, N. de Dezembro, Lisboa, p.* * Entrevista. |
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2009
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* Entrevista. |
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V. Berkel,
(entrevistado por Furtado, G., Aguiar, D.), Un studio: A geometria complexa
em Un studio. In: Arq.a, N..
Universidade do Porto, Porto, p.70-75.* * Entrevista. |
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Herreros, J., (entrevistado por Furtado, G.),
Conversa em Londres com Juan Hereros, fascinados por uma determinada
invisibilidade da arquitectura. In: Arq.a,
N.. Lisboa, p.76.* *
Entrevista. |
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Montaner, J., Josep Maria Montaner: O mistério do
silêncio da arquitectura. In: Arq.a,
N., Lisboa, p.74-76.* * Entrevista. |
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2010
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N. Leach (entrevistado por G. Furtado), Construções escritas e nova politica: uma
conversa de N. Leach com G. Furtado. In: Arq.a, N. 80-81. Lisboa, pp.108-113.* * Entrevista. |
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K. Frampton (entrevistado por G. Furtado e C
Silva), Histórias resistência critica e
interesses actuais: Uma conversa com K. Frampton. In: Arq/a, N. 86-87. Lisboa, pp.112-115.* * Entrevista. |
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2011
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Ballantyne, A.,
(entrevistado por Furtado, G.), Da
Mediação à teorização contemporânea. In: Arq.a, N. 88-89. Lisboa, p.110-113.* * Entrevista. |
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Pallasmaa, J.,
(entrevistado por Furtado, G., Viana, N.), Existência, fenómeno arquitectónico e a incerteza do tempo: Uma
conversa com Juhani Pallasmaa. In: Arq.a,
N. 94-95. Lisboa, p.110-113.* * Entrevista. |
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Deganello, P., (entrevistado por Furtado, G., Sá,
T.), Paolo Deganello: O contexto
italiano, Archizoom e a postura de Paolo Deganello. In: Arq.a, N. 96-97. Lisboa, p.106-109.* * Entrevista. |
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2/15/23
CV _ Fundação Marques da Silva
Gonçalo Furtado é licenciado em arquitectura pela Universidade do Porto, Mestre em Cultura Urbana pela Universidade Politécnica da Catalunha e Doutorado pela University College of London; tendo ainda frequentado Institut of architectural studies em Veneza (1994) etc.
Autor ou editor de livros como “Arquitectura: Prótese do Corpo” (2002; eds. Furtado et alts); “Architecture and Information Society”,(2002; eds. Furtado and Braz); “Notes on the Space of Digital Technique” (2002) ; “Marcos Cruz: Unpredictable Flesh (2004); “Off Fourm: Postglobal City and Marginal Design Discourses” (2004; ed. Furtado and Hernandez); “Interferências: Conformação, Implementação e Futuro da Cultura Digital” (2005); “The Construction of the Critical Project” (2005); “Architecture: Machine and Body” (2006; eds. Furtado e Braz); “Generator and Beyond: Encounters of Cedric Price and John Frazer” (Jan.2008), “Cedri Price’s Generator…” (2009, Furtado et alt eds), “Gordon Pask…” (2009, eds. Furtado et alt) “Envisioning an evolving environment”(2011); “O futuro da cidade pós-industrial”(2021); “América” (2022). Integrou o corpo editorial ou científico de revistas como a Unidade 5, Nada, Arq/a, Radical designist, Bac e Budownictwo i architektura.
Concebeu variados eventos como plug-in para a Experimenta Design 2003, a exposição Tracing Portugal na Architectural Association apoiada pela Gulbenkian (com Pedro Castelo), ou o seminário "O corpo enquadrado" em Serralves (com Pedro Gadanho) etc
. Bolseiro FCT, Prémio/Bolsa da FLB, Prémio Florêncio de Carvalho, “Kybernetes: Outstading paper award”, “Scholarly contirbution award” e “Fellow” pelo “International Institut of Advanced Studies…”; short-list no concurso internacional para Director da escola de arquitectura da Clemson University (2010) e da Iowa University (2012).
CONFERENCIA ESAD 15 MARÇO
NOTAS SOBRE RELAÇÕES ENTRE DESIGN, ARQUITECTURA E ARTE NO SÉCULO XX
Gonçalo Furtado, autor, docente e palestrante, apresenta a conferência 'Notas sobre Relações entre Design, Arquitetura e Arte no Século XX', no âmbito da Licenciatura em Design de Interiores.
Design, Interiores, Licenciatura

Gonçalo Furtado apresenta a conferência Notas sobre Relações entre Design, Arquitetura e Arte no Século XX, no âmbito da Licenciatura em Design de Interiores.
Notas sobre Relações entre Design, Arquitetura e Arte no Século XX decorre no dia 15 de março, às 10:30, no auditório, e aborda tópicos como a crise da representação e a metaforização da máquina; do conflito de classes à homogeneização; a autonomia disciplinar e o eclecticismo histórico; o espectáculo e o capitalismo tardio; a experiência do transitório e a projeção para a imprevisibilidade.
Gonçalo Furtado é licenciado em arquitetura pela Universidade do Porto, mestre em Cultura Urbana pela Universidade Politécnica da Catalunha e doutorado pela University College of London. Autor de vários livros, bem como de artigos sobre arquitetura e design, é docente na FAUP, tendo também contribuído para o Mestrado de Design da FEUP e Pós-graduação do IADE. Foi palestrante em vários países da Europa e América e concebeu vários eventos, como Plug-in para a Experimenta Design, a exposição Tracing Portugal e o seminário *O Corpo Enquadrado". Ao longo do seu percurso profissional, Gonçalo arrecadou diversos prémios nacionais e internacionais.





