writings on architecture, design and cultural studies (incl. oporto school, portuguese architecture, critical project, drawings and photografphy, cedric price, gordon pask, and other stuff...)
5/30/21
Doutoramento - Univesidade Lusiada de Lisboa
· Lucas Donner, “New hybrid housing scenarius”, Universidade Lusiada, Lisboa, 31 Maio 2021, 15.30h.
Painel de júri:
Afonso Oliveira Martins – ULL;
Horácio Bonifácio - ULL;
Fernando Hipólito – ULL;
Pedro Mendes – ISCTE;
Gonçalo Furtado - FAUP.
DESAFIOS Á HABITAÇÃO E CIDADE APÓS “CRISES” ECONÓMICAS E DEMAIS PANDEMIAS.
DESAFIOS Á HABITAÇÃO E CIDADE APÓS “CRISES” ECONÓMICAS E DEMAIS PANDEMIAS.
i.
A arquietctura do nosso pais é devedora de uma espacialidade territorializada no canto continental, junto ao mar. De uma sensibilidade específica, dos “castros” a núcleos em redor construções de poderes políticos e religiosos, de um renascimento ténue, forte barroco e demais. De uma modernidade, interrompida, retomada e depois regionalizada no pós-guerra. De uma polaridade Lisboa/Porto, hoje desvanecida, e uma disseminação internacional de arquitectos portugueses por altura do arrancar da pós-modernidade, inundando os media e banais discussões de café.
E que desafios à habitação e cidade, nos trás a dita “crise” económica de 2008, esquecida com dois anos de preocupação com algo maior e igualmente pandémico.
ii.
Como devemos olhar as nossas cidades, hoje parecem suspensas no tempo?
Historicamente, na cidade houve conexão de privado e público, sendo de destingir “urbe” da “polis”, o lugar do “polikitózôon” (Aristóteles). A história da cidade remete para a sedentarização, pré-histórica e “genius loci” da civilização; para a escala humana da cidade medieval ou para as cidades ideais do Renascimento, para a “ciudad lineares” (A.Soria) e grande intervenções, de Paris (Haussmann) ou Barcelona (Cerdá), para o “flaneurismo” face à modernização, para planeamento hierárquico da “Carta de Atenas” (CIAM) ou modelos anti-ubanos da “Broadcare city” (Wright), para as “New towns” inglesas do pósguerra ou visões infraestruturais do “Plan Orbus” (Corbusier) e demais “megaestruras” (Superstudio etc), para a metrópole desdensificada e policentrica do urban “Sprawl” e “shopping malls”. Para a hoje “Global city”, de ambientes artificializado de “espetáculo” (Debord), “não–lugares” (Augé), icóns excessivos (Jencks) e “spaces of flows” (Castells).
E as cidades deste Portugal? Ao nível da cidade, ao longo do último seculo, passámos do alinhamento de arruamentos e embelezamentos, a regulamentos e planificação das cidades; discussão sobre instrumentos e políticas, programas polis e afins estratégias mais recentes.
E como devemos olhar os nossos espaços construídos e arquitecturas?
Historicamente, a arquietctura e o habitar constituem acto intrinsecamente humano, e contornemos aqui a posição de Heiddegger em “Building, dwelling and thinking”. Indubitavelemente a casa constitui um arquétipo, associado à noções algo tradicionais de conforto, privacidade e identidade. Tipologicamente, a história da habitação remete para a “óikos” grega, para a “domus” romana, palácios Renascentistas, “urban blocks” de séculos depois. Segue-se a pré-fabricação/standartização de uma “machine habiter” (Corbusier), uma complexificação do moderno no pós-guerra, liberada por lofts dos anos 70 e dai por diante. Banham, por seu lado, recordava: “A house is not a home” (Banham).
E as habitações deste Portugal? Ao nível da arquiretcura habitacional, ao longo do último século, passou-se do “afrancesamento” de challet em avenidas, à protomodernidade e debate sobre a “casa moderna” vs “casa portuguesa” (Lino), dos bairros de habitação social à generalização de prédios modernos, casas de férias, e complexidade da habitação plurifamiliar no ultimas décadas.
iii.
Mas como interessou a Arquitectura a este pequeno país?
Por um lado, disciplinarmente, ao longo do último século, assistiu-se a uma afirmação da arquitectura no país, da luta arquitectos vs engenheiros por um status social, ao associativismo do SNA à AAP, com exponencial aumento de associados (leia-se das dezenas de início do seculo às centenas pós revolução democrática e actualmente milhares de associados), o reconhecimento da Ordem, à discussão do 73/73; mas também a internacionalização da arquitectura portuguesa, com 2 Pritzkers, e, claro, a crise actual. Ao nível da crítica, ao longo do últimos século, passou-se em Portugal de fascículos a revistas especializadas, de memórias estéticas a críticas de pendor tecno-sociológico, até a radicais suspeição conceptuais aquando da transição do século. Já no que tange ao ensino, passou-se das Escolas de Belas Artes, a ensino superior, com reformas nos anos 30 e 50, seguido da integração universitária, explosão de cursos públicos e privados pelos anos 90, adequação Bolonha em 2008/2012, e às inflexões no ensino privado nos últimos anos.
Mas por outro lado, em termos da cultura geral, ao longo do último século, a disciplina passou de um elitismo para apetite burguês, a uma consciência do seu papel social, até um serviço diversificado que, hoje, se diversifica em múltiplas competências.
A arquitectura é, indubitavelmente, com a transição do século, objecto de discussão cultural, por todos e para lá da especialidade. Podemos dizer que, em grande medida, as últimas décadas, vão do orgulho e desvanecimento. Uma das questões a por não pode deixar de ser: Qual o papel da crítica de arquietctura?
Queremos crer que, na academia mas ainda não em todo o ensino, parece que a teoria-critica passou da mera generalização de conhecimento necessários ao projecto, a colunas de disciplinas e autonomia, até locus actual de reflexão sobre “outras histórias” e futuros possíveis, que não esse “fim da história” que alegam inevitável. (Fukuyama)
Neste conspecto, a crise económica pós 2008 e pandemia 2020/21, pode propiciar reflexão sobre o que nos lega o transacto século, de cultura do habitar?
Parece que, em certa medida, a crise económica pós 2008, veio demonstrar a falência de uma perspectiva, que poderemos denominar neoliberal, sobre a habitação e cidade.
De facto, no que á cidade refere, passamos neste século do paradigma da “digital city” (Mitchell) à “cidade criativa” (Florida), das tentativas de requalificação de baixas e espaço público (Polis etc), aos alarmes da sustentabilidade planetária e demais. Mas que perpectivas cumpre avançar, face á experiência recente, que as estratégias assentes na competitividade, markting urbano mostraram não vir sedar?
Já no que tange à habitação em Portugal, a questão a pôr apõs o conhecimento do “Censos 2011 e 2011” é: Quantos não têm habitação condigna quando tantas casas permanecem a flutuar no mercado da especulação imobiliária? E, como se comportarão as nosssas casas quando, outra pandemia, nos deixar ainda mais ligados ao “interface”? (Virilio) Tendo vastamente escrito sobre o impacto TIC na cidade e arquitectura, vislumbramos a “E-topia” (Mitchell), vislumbro um futuro que obviamente pode beneficiar das TIC, AI, VR aumentada, sensores robóticos, computação ubíqua, APPs e data “crowd sourcing”. Mas um futuro que, desejavelmente, não deve nunca descurar a dimensão humana.
iv.
Por fim e em termos mais gerais, no que tange à disciplina e cultura, a derradeira questão que permanece por pôr, é se passadas 2 décadas do início do presente seculo, quais as políticas da arquitectura de futuro para este pequeno país, de industrialização tardia, litoralização, desigualdades, mas desafios face á globalização á semelhança de todos os outros. E que compromisso, social senão politico, se pode, desde dentro da disciplina, ainda tecer, numa comunidade fragmentada, num espetáculo publico que também a arquitectura serve, de um “Star system”s que apenas sedento de novas superficialidades estéreis?
Em suma, vão ainda os arquitectos a tempo de contribuir em conjunto com a sociedade portuguesa para um debate, que urge, quanto à qualidade e qualificação das nossas cidades e habitações para o século XXI? Com ou sem crises e pandemias pelo meio.
5/19/21
5/5/21
Encontros_2021 | Ensino e Investigação em Arquitectura
Encontros_2021 | Ensino e Investigação em Arquitectura
_FAUP 40 anos
5.ª feira, 6 Maio 2021
11H00 Painel 5 | Moderadora — Teresa Calix
C17 | Raquel Pelayo
C18 | Gonçalo Furtado e Miguel Silva
C19 | Cristina Emília
C20 | Rui Tavares e Ana Sofia Silva
C21 | Núcleo Feminista
Debate | Relatora — Marta Ferreira
IJUP 2021, Maio 2021, 4 a 6 Maio 2021
ARCHITECTURE: ORAL AND POSTER SESSIONS
Room A4 - Architecture I
Project as a process of (re)cognition: A prospective strategy of continuity and articulation on the banks of the river Ave Monteiro, Rafael; Calix, Teresa
For water and landscape. For enhancing the landscape of São Lourenço dos Órgãos Andrade, Elves E.; Lage, José A.
Urban Plan in Aveiro: From Historical Identity to Project’s (de)Composition Naia, João, Santos, André
A ‘Mirante’ at the Mondego Valley: ‘Building a Nest’ Figueira, Marta G.; Garrido de Oliveira, Carla
Rehabilitation of a building in Vila do Conde: the process of re-inhabit in the historical center Craveiro, Gabriela; Santos, André
Room A1 - Architecture e-Poster I
Rem Koolhaas: Delirious Countryside Ciavattini, Giacomo; Guerreiro, Filipa; Garrido de Oliveira, Carla
Representation of the City’s Periphery in Portuguese Cinema Videira, Carolina
Oporto by Night Time André Lopes de Almeida; Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes
The city and the architectural object: What the senses and the memory perceive of Porto Martins, Ricardo C.; Lopes, Gonçalo M. F. C.
Common Place: inhabiting the city of Porto. Guidelines for an intervention in a designated area for public housing Aguiar Antunes, Mariana; Garrido de Oliveira, Carla; Guerreiro, Filipa
(I)material memory as fragments for a new place: the fraga of Fontainhas Reis, Leonor de Sá; Garrido Oliveira, Carla; Guerreiro, Filipa de Castro
Room A3 - Architecture II
The life in the block: shape and scale in the city dwelling MOTA, Manuel; SANTOS, André
The Plattenbau and the socialist project in Berlin. Proposal for an intervention in the socialist block Neves, Mafalda M
Siedlung Halen: How to live together Salazar, Bárbara Marta; Ribeiro, Helder Casal
Access Galleries in Collective Housing Buildings. Porto Experiences between 1915 and 2007 Araújo, Maria Francisca
Living in a bubble: Atlas of the Individual Space Ceia, Joana
Room A5 - Architecture III
The Art Osmosis Manifesto Faísca, Adriana; Cardoso, Rui
Meeting between museum and city: A new dialogue with Palazzo Silvestri Rivaldi Bernardo Silva; Helder Casal Ribeiro
Architecture of the Essential: an individual experience with the Kolumba Museum Alexandra Nunes de Oliveira Fonseca; Helder Francisco Valente Casal Ribeiro
Earthquake Resistance of Traditional Wooden Dwellings in Turkey Arslan, Esra; do Vale, Clara P.
Saint John the Baptist Fort of Vila do Conde: from a military site to a nightclub Silva, Ana J. C. e; Carvalho, Eduardo J. T. A. De
Room A1 - Architecture e-Poster II
Contemporary Housing Typologies: Experiences in the 21st Century in Portugal Paulo, Alexandra; Furtado, Gonçalo
Housing, for and with people. Design processes and the rehabilitation of an island in Campo Alegre El-Dash, Cynthia M. C. A.
A window to the landscape, Ponte de Lima house that pursues an exterior space Campos, Mónica; Lage, José
A VISION OF SILO: from scarcity management to the culture of abundance Evangelho, Miguel
The Ruin, a programmatic circumstance: Intervention at the Convent of São Francisco do Monte in Viana do Castelo Fonseca, Mariana M. P. V.; Garrido de Oliveira, Carla; Marques, João Luís
Memory (of) the Martyrium of Dom Gonçalo da Silveira. The Monóptero of Penas Róias, Mogadouro Capitão, Catarina; Garrido de Oliveira, Carla
Room A5 - Architecture IV
Architecture for the largest number. A proximity structure for the specific case of Porto’s ilhas Gonçalves, João
Between learning, doing and transforming. The Porto’s ilhas rehabilitation as a collective learning mechanism Reis, Paula G.
From Treatment to Prevention. Architecture as a Social Determinant of Health in Ilhas of Porto Oliveira, Sara
Casa al Parco: Ignazio Gardella´s design strategies Ferreira, Verónica Marques; Ribeiro, Helder Casal
Gravity and Something Graceful, The Potencial of Banality Alves, Sara; Casal Ribeiro, Helder
Room A4 - Architecture V
Scholar architecture and urban space: rehabilitation and recentralization of schools in the city KOVÁCS, Alexandra; SANTOS, André
Architectural expression: the school building in the city Barros, Leonardo; Santos, André
Montessori architecture Abreu, Mariana Classroom space: between tradition and innovation
PEREIRA, Carolina; SANTOS, André; NEVES, Isabel Clara
Color in school architecture: expression and meaning at requalification on the educational environment Carneiro, Mariana B.; Santos, André
Room A1 - Architecture e-Poster III
For a school architecture for all Rocha, Bruna; Santos, André
Socio-spatial effects in school space Mendonça, Francisca; Santos, André; Pereira, Virgílio Borges
A new school identity as leveraging effect of spatial and functional reorganization Costa, Jéssica; Santos, André
Standardization as a Strategy in the Construction of the School of Democracy PENEDA, Mariana; SANTOS, André
Dialectics between author and type in the contemporary conception of the school building Sobreira, Cícero; Santos, André
School buildings: adaptation of its’ Pre-existence for future generations Albuquerque, Catarina; Santos, André
Room A2 - Architecture VI
Vozes vivas of escola do porto: between contexts and experiences, ethics and aesthetics, in the consolidation of identity Cavaco, Margarida; Santos, André
Vozes vivas of escola do porto: between stories and memories, architectural practice, in the consolidation of identity Capela, Ana; Santos, André
Articulate the Dispersed Borges, Marta V., Lage, José
Architecture: the Condition of Silence Araújo, Cláudia M.; Ribeiro, Hélder C.
3/13/21
批判项目 批判项目-理论在当代建筑实践中的作用 Gonçalo Furtado
批判项目
批判项目-理论在当代建筑实践中的作用
Gonçalo Furtado-贡萨洛·富尔塔多
(翻译者项盛煜)
一、
建筑学被抹杀在“组织建筑空间的艺术”这种定义中。
但是,可以将建筑设计理解为一种有计划性的实践,旨在实现“生命形式”的概念化共享,将理论的角色重新定位,而建筑学则以卓越的表现行事,并将建筑的目的明确地具体化。
这将支持关键项目的建设,这些项目在限制当代建筑实践的压迫性背景下,有能力在内部对该学科提出质疑,并试图对其未来的“预测”进行潜在化。
二、
这些项目的基础要求从一开始就考虑理论与实践的关系,质疑现代性-后现代性过渡的历史档案。
这样的任务面对着类似规范性的传统历史,使过去的建筑思想与建筑思想相融合,而现代理论则将其有效性仅仅取决于建构性适用性。
[…]
六、
[…]
今天,在我们看来,在限制建筑的社会经济背景下,只有关键项目的实践才可能构成建筑反射干预的线索。
正如建设性题词所证实的虚假谈判一样,现代人在很大程度上拒绝了现代集体的关注,只有在理论上有问题的项目的内部才可以抵制被冲击的制度化体系,并确保自由主义者对新的“生活方式”的论述得以扩展。
[…]
七、
[…]
总之,除了当代的伪语境化或反观的建筑形式之外,一个自主的或建设性地实现的“批判性项目”通过理论质问使自己动起来。
它所运行的建筑世界,权力结构的物理表现,最初的现代和后现代建筑效应的忽视,社会经济结果已经刻在订单客户的权限上。
在限制当代实践的背景下,此类项目应在文化批判性建构,面对主观阅读和“其他”故事的情况下进行敦促,绘制,这些故事可能会及时强化学科机构的社会干预。
异质性的投机活动抵制所有集权化,并通过制度化的力量刻画边缘化的观点,只希望在创建“生活方式”的同时触发建筑学领域的其他项目。
G.F.,
2004.